Publicado por: marianacarneiro | 21/09/2010

Quando a esmola é demais…

Já dizem por aí que não se pode elogiar. Fiz um post toda empolgada, anunciando a apresentação especial para crianças da ópera O Barbeiro de Sevilha, sinalizando que Salvador começa a dar sinais de mudanças na área cultural quando se trata de atenção aos pequenos espectadores. E o que aconteceu? O Teatro Castro Alves conseguiu dar fim a cerca de 1,5 mil ingressos em menos de 10 minutos desde a abertura da bilheteria, no sábado, para distribuição gratuita!

Pais desapontados e alguns até revoltados – não lhes tiro a razão – relataram aqui, nos comentários, terem visto cambista vendendo a R$ 30 e até segurança do teatro oferecendo bilhetes por debaixo do pano. Pergunto: já que a opção foi por não cobrar (em outros estados onde a companhia se apresentou pagava-se R$ 2 pela apresentação), por que diabos não adotaram esquema similar ao projeto Domingo no TCA, quando a compra é feita já no momento da entrada, sem uso de bilheteria? Assim se combateria a ação dos cambistas e tudo poderia ter funcionado melhor.

Mas o desrespeito com nossas crianças não parou aí. Quem foi ao Dique do Tororó ver a apresentação do grupo paulista Pia Fraus (Bichos do Brasil), super recomendada inclusive aqui no blog, acabou chupando dedo. A (des)organização do Festival Latino-Americano de Teatro  da Bahia (Filte) mudou o show para o Campo Grande, sem qualquer aviso antecipado via meios de comunicação e qualquer outra satisfação no local onde deveria ter acontecido. Resultado: mais crianças desapontadas e pais plantados e furiosos!

Assim não dá para ser feliz…


Responses

  1. Nunca é tarde para mudar. As eleições estão aí… Vamos lá fazer a nossa parte, porque só assim quem sabe teremos direito a um lugar ao sol. E quanto à direção do Teatro Castro Alves parabéns pelo belo espetáculo; de barbeiragem… Trocadilhos à parte.

  2. Se tivesse sido cobrado o valor simbólico inicialmente proposto, não haveria essa situação decepcionante.

  3. Não posso deixar de fazer um comentário quanto a organização, pois fui ao sábado com meu filho peguei os ingressos com rapidez e tranquilidade, inclusive limitaram 2 por pessoa, no domingo já fomos mais tarde para assistir. Já imaginou se fossemos pegar o ingresso no mesmo dia? teríamos que chegar pela manhã, pois a fila já estaria enorme, o sol muito quente e muitas mães com seus pequenos com fome e sede, acho que nós é que não deveríamos comprar na mão de cambistas, só assim acabaríamos com eles, quanto ao espetáculo, maravilhoso, satisfeita.

  4. Não tiro a razão daqueles que se decepcionaram na busca por um ingresso ou pelos fatos desrespeitosos que ocorreram, mas tive um pouco mais de sorte e de felicidade quanto aos ingressos e a apresentação. Simplesmente ótimo. Fui com meu filho Caio e ele adorou a òpera, a orquestra, o desenho animado. Só senti por ter ficado na parte superior do TCA e pelo zun zun zun normal onde se tem muita criança, em alguns momentos não ouvíamos as falas. De resto, foi tudo bom. Apoio a opinião de outra mãe colaboradora de NÃO comprarmos de cambista nunca, pois assim acaba este comércio explorador.

  5. Minha experiência foi totalmente contrária. Adorei a iniciativa, fui com meu irmão buscar os ingressos, por volta do meio dia do sábado, com muita tranquilidade, cada um com dois ingressos. No domingo levei minhas duas filhas pequenas e foi realmente organizado e bem feito. O tempo de cerca de 40 minutos foi o ideal para as pequenas, entrecortado pela explicações do ator principal, o que que tornou o tipo de espetáculo compreensível para elas.

  6. Tivemos uma excelente experiência com a ópera. Pegamos o convite com rapidez e chegamos uns trinta minutos antes de começar para nos sentarmos na frente. Pra mim o único desagrado ficou com os adultos mal educados que não paravam de conversar tirando a atenção dos maiorzinhos. Quando é criança tudo bem, mas adulto! Como sempre um abuso na falta de educação.

  7. Isso é realmente um absurdo! Eu consegui pegar ingressos, no sábado, com muita tranquilidade, mas uma amiga teve que pagar R$ 20,00 pra ir com filha! Chato também, é que até bebês de colo precisavam de ingresso… Sem oculpar as cadeiras, já que ficaram com as mães!
    Quanto a apresentação do grupo Pia Fraus, vi no Correio da Bahia de sábado(18/09/10) que a apresentação seria no Campo Grande. O grupo é fantástico e as crianças ficaram empolgadíssimas com os bonecos.

  8. CONCORDO PLENAMENTE COM VC! INCLUSIVE EU FUI A QUINTA DA FILA AQUI DO TCA, CHEGUEI AS 9:40 DA MANHÃ PRA FICAR NA FILA E PEGAR OS INGRESSOS. QD ESTAVA LÁ DENTRO DO TEATRO ENCONTREI COM A MÃE DE UM COLEGUINHA DE MEU FILHO E PERGUNTEI A ELA Q HORAS ELA HAVIA IDO PEGAR OS INGRESSOS E ELA RESPONDEU Q TRABALHA NA UFBA E Q LÁ ELES PASSARAM UMA LISTA PRA RESERVAR OS INGRESSOS……ASSIM NÃO VALE! TEM Q SER IGUALDADE PARA TODOS, JA PASSOU DA HORA DE ACABARMOS COM FAVORITISMOS

  9. A informação de que o Teatro Castro Alves conseguiu “dar fim a cerca de 1,5 mil ingressos em menos de 10 minutos desde a abertura da bilheteria, no sábado, para distribuição gratuita” está equivocada. A distribuição dos convites começou às 12 h de sábado, com os bilhetes estando esgotados às 13h45. Rápido, mas normal em se tratando de evento gratuito. Infelizmente, o jornal A Tarde informou que a distribuição dos convites começaria às 14h, o que levou muitas pessoas a chegarem tarde à fila. O próprio A Tarde reconheceu o erro hoje (23/09).
    Quanto à ação de cambistas, sempre orientamos os produtores que, ao promoverem eventos com ingressos populares ou gratuitos, liberem os ingressos no máximo duas horas antes do espetáculo, como é feito nas edições do Domingo no TCA e, até mesmo, pela Conexão Vivo na Sala do Coro. Entretanto, a produção da ópera optou pela distribuição na véspera. Como o TCA não faz distinção de quem se dirige à bilheteria para retirada de convites, apenas limita-se o número de bilhetes por pessoa, um indivíduo mal intencionado pode colocar diversas pessoas na fila e, ao final, reunir uma quantidade de ingressos. Vale ressaltar que coagir a ação dos cambistas é papel da polícia.
    Quanto à informação de venda de bilhetes por agentes de seguranças que prestam serviço ao TCA, esta situação não condiz com as normas da casa e estão sendo devidamente apuradas.
    Ainda… Quanto à distribuição de convites em outros locais, inclusive com a realização de listas, salientamos que por se tratar de um evento produzido por terceiros, o TCA não se responsabiliza pela forma de distribuição, disponibilizando em suas bilheterias as cotas integrais que são repassadas para o Teatro.
    Atenciosamente,

    Ascom/TCA

  10. Eu sou um dos que estava às 15:40 no dique aguardando até as 16:10 o começo do espetáculo de pia fraus. Por sorte algumas pessoas que estavam também lá aguardando, conseguiram entrar em contato com a produção e ficar sabendo que estava sendo realizado no campo grande, de onde eu tinha vindo após comprar os ingressos na mão de um cambista por R$ 5,00 cada. Concordo com a posição do teatro que só deveria colocar os ingressos para serem distribuídos 1 hora antes do início do espetáculo. Salvador é carente de espetáculos e privar uma criança de assistir o espetáculo por que só tem ingresso na mão de cambistas é uma coisa complicada. Dizer que a solução é não comprar ingressos na mão dos cambistas, sinceramente é uma utopia. O correto é não existirem ingressos na mão de cambistas. Conversei com o pesosal da produção no campo grande e eles informaram que a mudança foi noticiada no site.

  11. Concordo que deveriam cobrar um valor simbólico para o espetáculo O Barbeiro de Sevilha. Mas convenhamos, algo deste porte, de graça, é natural que os ingressos acabem logo. O melhor é prevenir e chegar à fila antes de começar a vender. Foi o que fiz, cheguei 20 minutos antes, esperei só a abertura da bilheteria e saí de lá tranquilamente. A fila estava grande, mas organizada. Cada pessoa só poderia pegar dois ingressos (limite menor que o normal do TCA). Infelizmente, a ação de cambistas é uma praga inevitável. Inclusive, no dia do evento, “guardadores de carro” perguntaram se eu tinha algum sobrando para vender. Respondi que tinha a quantidade certa e que os ingressos eram gratuitos (claro que eu sabia o que ele queria, me fiz de besta).
    O teatro estava realmente lotado e a peça foi bem interessante, apesar de rápida.


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